GP dos Estados Unidos 2026: horários, onde assistir e a chance de Antonelli ser campeão em Austin

Depois de um fim de semana de folga, a Fórmula 1 volta nesta semana para o GP dos Estados Unidos 2026, no Circuito das Américas, em Austin. É a 18ª etapa da temporada e a primeira de uma sequência de três corridas seguidas que termina em Interlagos. E chega com um ingrediente que ainda não tinha aparecido no ano: Kimi Antonelli tem o primeiro “match point” do título.

A conta não é simples, e a gente explica abaixo. Antes, o essencial: horários, TV e o formato do fim de semana.

Se você perdeu a última corrida, o resultado completo de Marina Bay está aqui: Resultado do GP de Singapura 2026: Verstappen vence de ponta a ponta e Antonelli abre 102 pontos.

Horários do GP dos Estados Unidos (Brasília)

Austin fica duas horas atrás de Brasília nesta época do ano. Todos os horários abaixo já estão convertidos:

DiaSessãoHorário (Brasília)
Sexta, 23/10Treino Livre 114h30
Sexta, 23/10Treino Livre 218h
Sábado, 24/10Treino Livre 314h30
Sábado, 24/10Classificação18h
Domingo, 25/10Corrida (56 voltas)17h

Não tem Sprint em Austin em 2026. O formato é o tradicional, com três treinos livres. A última Sprint da temporada foi a de Singapura.

Onde assistir

  • SporTV (sportv3): ao vivo, todas as sessões, do primeiro treino à corrida.
  • Globoplay: ao vivo, no streaming.
  • F1 TV: o serviço oficial da categoria também mostra tudo.
  • TV Globo: desta vez, não há transmissão ao vivo na TV aberta. O GP dos Estados Unidos está entre as etapas que a Globo exibe só em VT (compacto); ao vivo, fica com o SporTV.

Vale o aviso porque Singapura, a última corrida, passou ao vivo na Globo. Na sequência, o GP do México também fica com o SporTV, e a TV aberta volta ao vivo em Interlagos.

O circuito: Circuito das Américas

Construído especialmente para a F1, o COTA recebe o GP dos Estados Unidos desde 2012. Alguns números:

  • Extensão: 5,513 km
  • Voltas: 56
  • Distância total: 308,405 km
  • Curvas: 20, com trechos de subida e descida

Os pontos que mais decidem a corrida:

  1. Curva 1: uma subida forte até um grampo largo, onde cabem várias linhas. É o lugar clássico da confusão na largada.
  2. Curvas 3 a 6: sequência rápida de “esses”, inspirada em Silverstone, que mostra quem tem o carro mais equilibrado.
  3. Reta oposta e curva 12: a principal zona de ultrapassagem, com frenagem forte no fim da reta mais longa.
  4. Setor do estádio (curvas 12 a 15): trecho lento e travado, onde se perde muito tempo com qualquer erro.

Nas últimas três edições, a corrida foi vencida por Max Verstappen (2023 e 2025) e Charles Leclerc (2024). Os dois chegam embalados: Verstappen ganhou de ponta a ponta em Singapura, e Leclerc foi segundo.

E tem uma data simbólica no meio do fim de semana. No sábado, 24/10, fazem 50 anos do título de James Hunt, decidido em 1976 numa disputa que passou pelo GP dos Estados Unidos e terminou no Japão.

Antonelli pode ser campeão em Austin?

Pode, mas precisa de uma combinação bem específica. Primeiro, a classificação que chega ao Texas:

PosiçãoPilotoEquipePontos
1ºKimi AntonelliMercedes340
2ºGeorge RussellMercedes238
3ºLewis HamiltonFerrari229
4ºMax VerstappenRed Bull221
5ºCharles LeclercFerrari215
6ºLando NorrisMcLaren201
7ºOscar PiastriMcLaren138

Restam seis corridas e, sem Sprints pela frente, 150 pontos em jogo. Depois de Austin, sobram 125. Para fechar o título no domingo, Antonelli precisa sair do Texas com pelo menos 125 pontos de vantagem sobre todos. Com exatamente 125, ele leva no critério de desempate: tem 8 vitórias no ano, contra 3 de Russell.

Na prática, o italiano é campeão em Austin se acontecer tudo isto ao mesmo tempo:

  • Antonelli vence a corrida (chega a 365 pontos);
  • Russell termina em 9º ou pior (no máximo 240 pontos);
  • Hamilton termina em 5º ou pior (no máximo 239 pontos).

Se Antonelli vencer, Verstappen, Leclerc e Norris já não conseguem mais alcançá-lo, porque nenhum deles teria como tirar a diferença nas cinco corridas restantes. Se Antonelli terminar em segundo ou pior, a decisão fica, no mínimo, para o México.

Nossa análise: o título é questão de tempo, o “quando” é que está aberto

Olhando os números, o campeonato está praticamente decidido. Uma vantagem de 102 pontos com 150 em jogo significa que Russell precisaria ganhar quase todas as corridas restantes com Antonelli fora do pódio em várias delas. Para um piloto que venceu oito vezes no ano e pontuou com regularidade, isso é muito improvável.

O que deixa Austin interessante é o “quando”. Três pontos pesam na nossa leitura:

1. Russell não deve largar lá atrás. A Mercedes planejava trocar a unidade de potência de Russell justamente em Austin, o que o faria largar no fundo do grid e abriria caminho para Antonelli. Mas um problema no motor em Sepang mudou os planos, e a punição deve ficar para Las Vegas. Com Russell largando normalmente, a exigência de ele terminar fora do top 8 fica bem mais difícil.

2. A pista não favorece necessariamente a Mercedes. Os dois últimos vencedores em Austin foram Verstappen e Leclerc, que chegam bem. Com a Red Bull vencendo em Singapura e a Ferrari no pódio, não é exagero imaginar Antonelli brigando por pódio em vez de vitória, o que já adiaria a festa.

3. Antonelli não precisa arriscar. Com essa vantagem, um segundo ou terceiro lugar é ótimo resultado para ele. O mais provável é uma corrida de controle, sem disputas de roda com roda que coloquem tudo a perder.

Nossa aposta: o título não sai em Austin, mas fica muito perto. Se Antonelli somar mais pontos que Russell no domingo, ele pode chegar ao México com a chance real de fechar a conta, e Interlagos, na semana seguinte, seria a última “data provável”. Seja onde for, Antonelli, com 20 anos, deve se tornar o campeão mais jovem da história da F1, quebrando a marca de Sebastian Vettel, campeão em 2010 aos 23 anos.

Bortoleto: Austin para quebrar o jejum

Para o torcedor brasileiro, o fim de semana vale outra coisa. Gabriel Bortoleto está há sete corridas sem pontuar, desde o GP da Bélgica, em julho. Nesse período, ele ficou perto da zona de pontos várias vezes (11º na Hungria e na Itália), mas terminou mais atrás em outras, e abandonou em Singapura, quando o câmbio do Audi quebrou e o carro pegou fogo.

O próprio Bortoleto admitiu que as coisas “não têm sido do meu jeito” nas últimas corridas, mas disse estar motivado para Austin, que ele chama de “fim de semana divertido, com uma grande atmosfera”. No campeonato, o brasileiro é o 15º, com 10 pontos, três atrás do companheiro Nico Hülkenberg, que foi oitavo em Singapura.

Nossa leitura: o Audi tem andado no limite do top 10, e Austin, com uma reta longa e frenagem forte para ultrapassar, dá mais chance a quem larga um pouco atrás. Uma boa classificação no sábado é o que pode trazer o primeiro ponto desde julho.

O que observar no fim de semana

  • Sábado, 18h: a classificação diz muito. Se Russell largar à frente de Antonelli, a chance de título no domingo cai bastante.
  • Primeira volta: a curva 1 do COTA costuma embaralhar o grid. Um toque ali pode mudar toda a conta.
  • Hamilton: com 229 pontos, ele é o terceiro e também entra na conta. Se terminar em 4º ou melhor, já adia o título.
  • Bortoleto: largar dentro do top 12 seria um bom sinal para buscar pontos.

A gente publica o resultado completo, com a classificação e a conta do título atualizada, logo depois da corrida de domingo.

E você, acha que Antonelli fecha o título já em Austin, ou a festa fica para o México ou para Interlagos? Deixe seu palpite nos comentários.

Veja também: GP de Singapura 2026: horários, onde assistir e o que esperar e Resultado do GP em Sepang

Fontes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima